Guia prático · Etapa 4 do método
Depois da oficina, na prática
A oficina é só parte do trabalho. O que o squad faz nos sprints seguintes decide se o combinado vira hábito ou vira slide esquecido no Drive.
Por que o acompanhamento decide se a oficina pegou
Uma boa oficina pode perder o efeito em poucos sprints se ninguém revisitar o combinado. Sem reforço, sem checkpoint e sem alguém responsável por notar a recaída, o squad gasta energia tentando lembrar o que foi combinado — energia que podia estar indo para o trabalho de verdade.
Por isso tratamos o acompanhamento como parte da oficina, não como algo que “o squad resolve sozinho depois”. Ele vai do dia seguinte ao encontro até uma conversa estruturada algumas semanas depois.
Como acompanhamos os sprints seguintes
No dia seguinte
Um resumo curto do que foi combinado, enviado para o squad e para a liderança — sem depender da memória de quem estava na sala. Nada disso deveria ficar só na cabeça de quem facilitou.
No primeiro sprint
O combinado é testado em uma situação real: uma decisão registrada fora do chat, um code review feito com o roteiro novo. Pequeno o bastante para caber na rotina, real o bastante para gerar sinal.
Nas duas semanas seguintes
Um checkpoint curto e assíncrono com quem facilitou, para tirar dúvida antes que o time volte ao padrão antigo por comodidade. A ideia não é fiscalizar — é evitar que um desvio pequeno vire hábito de novo.
Depois de um mês
Uma conversa estruturada sobre como o combinado está se sustentando — a percepção da liderança e a do squad — com espaço real para ajustar o que ainda não pegou.